Beltane – Festival Celta de Sintra
8 a 10 de Maio, 2026
Sexta-Feira a Domingo
Quinta da Ribafria, Lourel
Apresentação

Reza a história que, há muitos séculos, nas aldeias ocultas da Serra de Sintra, o Beltane era celebrado quando a terra acordava por completo. Durante dias, os fogos eram acesos para chamar a fertilidade, a abundância e a promessa do verão. Nesse ano, os mercadores chegavam com sementes raras, tecidos coloridos e talismãs vivos. Taberneiros serviam infusões doces e ardentes. A música ecoava pelos bosques, e corpos e espíritos dançavam em uníssono.

Era o tempo de celebrar a vida, a união e o desejo.
Era o tempo em que o mundo florescia.

Mas nesse mesmo ano… algo despertou.

Nas clareiras mais antigas, os fogos de Beltane arderam com força invulgar, abrindo caminhos entre os mundos. O bosque respondeu. O chão pulsou. Sussurros antigos correram entre as árvores, como se Aes Sidhe, o Povo Oculto, observassem cada passo dos humanos.

Diz-se que a May Queen foi coroada antes do tempo.
Diz-se que o Green Man caminhou novamente entre as raízes.
E diz-se que, nem todos os portais se fecharam como deviam.

Agora, aldeões, viajantes e forasteiros reúnem-se uma vez mais…
Mas não apenas para celebrar.

O recinto transforma-se num território vivo, onde cada caminho guarda um sinal, cada encontro esconde um enigma e cada escolha tem peso. O ar vibra com música, fogo e encantamento. Os mercadores regressam com relíquias que pedem interpretação. Os taberneiros oferecem elixires que revelam mais do que prometem. Bardos contam histórias incompletas. Criaturas do bosque observam em silêncio

.

Algo precisa de ser compreendido.
Algo precisa de ser atravessado.

Entre danças circulares, rituais de fogo e jogos de destino, a comunidade é chamada a desvendar os segredos de Beltane, antes que a crescente luz permeie a roda do ano, ocultando novamente o que estava quase exposto, pronto a ser desvelado, compreendido e integrado na natureza humana.

Pois quando o fogo arde alto em celebração coletiva, a nossa natureza mais profunda conecta-se com a alma de todos os seres, reconectando-se com o que estava esquecido. Pela primeira vez em muitas gerações, os portais de Beltane estão abertos e só quem participa poderá aprendê-los e percorrê-los.

O véu aberto no Samhain pela primeira vez em 500 anos, desvela-se agora na metade clara do ciclo, e chama-nos no âmago da sua essência para que possamos juntos integrar os ensinamentos das estações do ano e das suas divindades sempre vivas.

Junta-te a nós, tira a máscara!

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